quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"Inocência" ou "Incompetência"?

O que se poderá atribuir a Paulo Fonseca?

Incialmente atribuiria mais peso ao "primeiro I", mas depois do que tenho assistido, começo a pensar seriamente que Paulo Fonseca não tem "berço" para treinar o F.C. Porto.  O último treinador com "berço" que esteve no banco do Dragão, foi Luís André de Pina Cabral e Villas-Boas.

Depios dos últimos dois anos com muita sorte, em que no primeiro foi aproveitado o "gás da época de AVB" e no segundo, aconteceu o "minuto Kelvin", os adeptos portistas esperavam uma mudança de rumo e o retorno às vitórias claras e com boas exibições. As contratações foram sonante, que colmatavam com mais ou menos esforço, as saídas de Moutinho e James.

Na rifa saiu-nos um treinador que fez história na última época, no Paços de Ferreira e que era bem falado por quase toda a gente. A verdade é que é um treinador que me faz lembrar Quinito, que com toda a "carne boa para assar" deixou-a queimar toda, saindo sem qualquer glória. Nem todos são Mourinhos ou Vilas Boas, mas há que ter a noção da envolvência e do sítio onde se está.

Como se consegue isso?

Com muito trabalho, com pouca conversa e com inteligência, pelo menos alguma.

Os erros são de palmatória:

1º erro: incluir Izmailov e deixar de fora Kelvin no plantel. Izmailov é um flop e dos maiores dos últimos anos. A ausência para tratar de assuntos pessoais é inexplicável. Só problemas de saúde grave poderão ser razão suficientes para tal.. Kelvin ganha campeonatos.

2º erro: dizer nas conferências de impresa que fulano vai ser titular. Os primeiros a saber devem ser os jogadores e nos dias dos jogos. Depois vemos jogadores adormecidos em campo e pergunta-se porquê.

3º erro: queixar-se das arbitragens depois de exibições miseráveis. Queixar-se só depois de mostrar em campo que se foi imensamente superior.

4º erro: escalonar as equipas ao sabor dos jornais e televisões. Defour sai da equipa e entra Herrera depois de "falatórios" em TVs e jornais. Herrera pagou ontem pela inexperiência do treinador e pela sua, em jogos da Champions. Qualquer estudo sobre o árbitro mostrava que ele é eximio em exibir amarelos e vermelhos. Ontem, colocou os "novatos" Licá, Josué e Herrera num jogo muito importante, em que a experiência é uma mais valia.

5º erro: desfazer o 4-3-3. A teimosia em jogar sem extremos e no 2-1 ou 1-2 do meio campo, mostra-se nas exibições miseráveis e nos desaires da Champions.

Depois de duas épocas sofridas, arrisco a dizer que esta será ainda mais dolorosa. Este ano, estamos mais fracos e os concorrentes são mais e estão mais fortes.

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